Memórias de Nanã
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Lançamento · Memórias de Nanã · Volume 1

Memória, lembranças em dia de Festa.

E hoje ela escolheu te contar. A fé que vem antes da vela, o joelho que se dobra, a fumaça que leva o peso embora, o atabaque chamando a mata. Senta pertinho, meu fio.

  • Um prólogo e cinco capítulos, na voz de Nanã
  • Uma festa de caboclo verdadeira, contada por quem viveu a emoção.
  • Nota do autor como referência histórica.
  • 50 páginas · formato 14,8 × 21 cm

A compra é feita na Amazon, com o pagamento e a entrega deles.

pré-venda! Capa do livro Memórias de Nanã: É festa de Caboclo!, de Samuel José Dequech

Prólogo · O Alguidar

Moldá, moldá...

“Alguidar serve pelo propósito. Serve pela virtude. E a virtude dele é acolher. É o oco dele que recebe. É o espaço vazio que guarda e deixa a oferenda caber.”

“Esse livro é isso, meu fio. Recebe ele como um alguidar que eu moldei pra ti. Pra amparar teus anseios e fazer caber a festa da vida inteira.”

o fio da lembrança

Uma história, um ritmo.

Conforme ela vai lembrando, Nanã puxa na memória como senhora que ama uma prosa: cada movimento abre com uma pergunta e fecha com um ensinamento.

A Fé

“Sabe o que o povo da terra fazia com a palavra fé? Vendia fiado.”

“Segura firme a tua ponta. Que a outra, eu seguro.”

Pra quem segura a ponta sozinho. No livro, ela conta o valor dessa força.

Nanã sentada na cadeira do ateliê, com o livro aberto no colo, a mão estendida enquanto explica

A Reverência

“Dobravam o joelho. Ficavam pequenininhos... E sabe que era aí que eles ficavam grandes?”

“Respeito e carinho, andando de mão dada, viu? Os dois juntos... aí sim, a porta abre.”

Pra quem acha que abaixar a cabeça é perder. No livro, ela mostra quem passou.

Nanã, de turbante roxo e colares de contas, sorri ao lado do alguidar de barro de onde sobe a fumaça das ervas queimadas

A Defumação

“Os antigos chamavam isso de perfume. Sabia? Perfume quer dizer ‘através da fumaça’.”

“E quem passa pela fumaça também muda. Entra pesado, sai mais leve.”

Pra quem chega em casa carregando o dia. No livro, ela diz o que sobra no fim.

Festa de Caboclo

“Teve um moço, eu lembro bem. Ficou quase um ano sumido... A mãe da casa só abriu os braços.”

“Que bom que tu veio. Que bom que tu veio.”

Pra quem acha que sumiu tempo demais. No livro, o moço volta.

Dentro do livro

O que tem no alguidar.

“Cada ritual descrito neste livro existe porque alguém, em algum momento, já sentiu na pele essa dor e arriscou tudo pela esperança de uma vida melhor.”

Samuel José Dequech, na nota do autor

  • PrólogoO Alguidar Moldá, moldá...
  • IFesta de Caboclo Meadá, meadá...
  • IIFé
  • IIIA Reverência Enlaçá, enlaçá...
  • IVA Defumação Tecendá, tecendá...
  • VCaboclo Pena Branca Trançá, trançá...
  • AutorSamuel José Dequech
  • Formato14,8 × 21 cm
  • Páginas50
  • Onde comprarAmazon

Antes de levar pra casa

Pode perguntar, meu fio.

Preciso ser de terreiro para ler?

Não. Nanã conta tudo com a paciência de avó. Quem nunca pisou num terreiro entende cada gesto, e quem é da casa se reconhece em cada página.

É um livro de rezas ou de doutrina?

Não. É uma memória contada. Os rituais aparecem do jeito que Nanã viu e guardou, com respeito. Ele não substitui a orientação da sua casa e dos seus mais velhos.

Quem é Nanã, a narradora?

Nanã Buruquê é a mais velha das Orixás, senhora do barro, da água e da memória. No livro, ela se mostra como uma anciã de mãos no barro, numa casa onde cada objeto guarda uma memória. Essa figura é o olhar do autor sobre ela; a fé e os rituais que ela conta existem nos terreiros.

Tem versão digital?

O livro está em pré-venda na Amazon. Lá você vê as versões disponíveis e escolhe a que preferir.

Como funciona a compra?

Ao clicar em “pré-venda disponível”, você vai para a página do livro na Amazon. O pagamento, a entrega e o suporte ficam com a Amazon.

O livro tem músicas?

Tem. Quatro momentos do livro viraram as quatro faixas do EP É Festa de Caboclo!. Você encontra os clipes no YouTube.

Leva este presente pra casa

Recebe o alguidar que eu moldei pra ti.

“Barro que passou pelo fogo não esquece.”

Memórias de Nanã: É festa de Caboclo! · Samuel José Dequech