Memórias de Nanã
pré-venda
Nanã sorrindo, de turbante lilás e colares de contas, com a mão no peito

Seja bem-vindo à minha casa

Ôia quem chegou... Que Oxalá te cubra
e te proteja.

Se tu chegou até aqui, meu fio, é porque o caminho foi difícil. Eu recebo de braço aberto.

Nanã de olhos fechados, sorrindo, no ateliê

O chão da casa

Pisa firme, que o solo é forte.

Quando o pensamento turva, a gente tira o sapato e põe o pé no chão.

Nanã na cadeira de balanço, com o livro aberto no colo, erguendo o dedo enquanto conta uma história

A força da voz de Nanã

Tenha a história
do seu terreiro contada por Nanã.

Transformamos suas memórias em livro, música e vídeo. A memória do seu terreiro não precisa desaparecer com o tempo.

Chinelos, botas e sandálias deixados na soleira de uma porta de madeira; ao fundo, o ateliê iluminado por velas

da casa para o ateliê

Deixa o sapato na porta, meu fio. Sente o chão com os pés.

O ateliê de Nanã: sentada na cadeira de balanço, com o alguidar no colo, ela aponta para o livro entre prateleiras de barro, janelas redondas e a banda de estatuetas

No meu ateliê

Aqui é onde o barro ganha vida.

Eu passo o dia inteiro aqui, meu fio. Na cadeira de balanço, com um pouco de argila entre os dedos, a vela acesa e o caderninho no colo.

Moldo, anoto, lembro. Tem pote nessa prateleira que eu moldei antes do tempo existir, e tem estatueta que ainda tá secando. Cada coisa aqui dentro guarda uma memória, e nenhuma se perde.

Quem é Nanã

Todo mundo sabe que ela nunca esquece.

  1. I

    Nanã lembra

    O povo esquece pra poder recomeçar. É na memória dela que tudo fica guardado, anotado no caderninho, palavra por palavra.

  2. II

    Nanã vê

    Da janela redonda, fora do tempo, ela vê as voltas dos homens. E viu cada gira, cada festa, cada dor que virou força.

  3. III

    Nanã conhece

    Quando pisou na terra , sentiu a dor de quem sofreu, memória transformada em sabedoria.

  4. IV

    Nanã abriga

    Acolhe porque conhece. Saluba quer dizer “a gente se abriga em Nanã”.

A prateleira

Escolha os lançamentos direto da prateleira.

pré-venda! Capa do livro Memórias de Nanã: É festa de Caboclo!, de Samuel José Dequech

Volume 1 · disponível pré-venda!

É festa de Caboclo!

“Esse livro é memória, meu fio. Recebe ele como um alguidar que eu moldei pra ti. Pra amparar teus anseios e fazer caber a festa da vida inteira.”

Nanã senta na cadeira de balanço e conta uma festa de Caboclo inteira, na voz de quem viu tudo e guardou. Um prólogo, capítulos cinematográficos e um convite pra voltar sempre que precisar.

Coletânia no formato · 14,8 × 21 cm · 50 páginas

A coleção Memórias de Nanã

Volume 2 · moldando

Maria Padilha

Volume 3 · moldando

Maria Mulambo

Volume 4 · ainda é barro

Exu

Volume 5 · ainda é barro

Preto Velho

Como essas memórias nasceram

Esse tanto aqui nasceu de um jeito diferente.

Foi preciso decantar muito, até ver o que precisava assentar no fundo. Só então ficou claro... e cada memória virou um capítulo.

  1. As mãos de Nanã, sujas de barro, segurando o alguidar que ela moldou

    Prólogo · O alguidar

    Moldá, moldá...

    No livro ela conta que o alguidar serve pelo propósito. E a virtude dele é acolher: é o oco dele que recebe.

  2. A mesa da festa de Caboclo, com frutas e mandioca com mel

    Capítulo 1 · Festa de Caboclo

    Meadá, meadá...

    A festa de Caboclo começa no preparo e termina em reencontro: a saudade vira celebração e o espírito se eleva. Nanã guardou tudo na memória e conta no livro.

  3. A mão de Nanã e a mão de quem chega, cada uma numa ponta de um fio fino

    Capítulo 2 · Fé DE OXALÁ

    Fé é o fio de confiança que liga a gente ao invisível, e que dá coragem para viver o visível.

  4. Um homem de roupa clara se prostra com a testa no chão de terra; sobre ele, Nanã, feita de luz e estrelas, pousa as mãos na cabeça dele, diante de uma galáxia roxa

    Capítulo 3 · A REVERÊNCIA

    Enlaçá, enlaçá...

    Nanã diz que, quando a testa toca o chão em reverência, é no colo dela que a cabeça pousa.

  5. Nanã, de turbante e vestido roxo, sentada numa cadeira entalhada com a bengala de búzios no colo, aponta para o defumador de barro de onde sobe a fumaça, entre ervas penduradas e velas

    Capítulo 4 · A DEFUMAÇÃO

    Tecendá, tecendá...

    Fumaça é um fio leve tecido pelo fogo. Quem passa por ela entra pesado e sai mais leve.

  6. Nanã, sentada na cadeira de balanço, aponta para o livro na prateleira; no alto, o cocar de penas brancas e azuis emoldurado, e ao lado uma janela redonda com o céu de estrelas

    Capítulo 5 · Caboclo Pena Branca

    Trançá, trançá...

    Um espírito, uma pena. Um nome dentro do nome. E no fim, o caderninho: tudo que eu te contei, eu senti primeiro.

Essas memórias também viraram música.

Veja no YouTube ↗

A bancada

Essas aqui eu ainda tô moldando...

Quando eu termino de dar forma, o barro ganha vida e a palavra ganha sentido. Se tu quiser saber das novidades, deixa teu nome e teu e-mail anotado aqui no meu caderninho.

Na bancada agora: Maria Padilha, Maria Mulambo, Exu e Preto Velho.

WhatsApp e aniversário são opcionais. Eu só uso pra te avisar e te mimar no teu dia.